Vizú de Carnaval com retalho do Banco de Tecido e peças de segunda mão ♺

Tenho boas histórias pra contar sobre meus dois looks do carnaval desse ano.

Para compor minhas fantasias, geralmente uso as roupas e acessórios vintage mais chamativos que tenho em casa, mas ‘nesse verão resolvi fazer algo di diferench’: nesse primeiro look o protagonista foi o vestidinho azul de renda que troquei na última feira Trocaí, que rolou na multimarcas Goiaba Urbana, em Pinheiros. Quem vê meus stories acompanhou!

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Foi incrível como ele coube perfeitamente! A feira foi ótima, acabei levando também uma legging, e fiquei com um vale troca para a próxima edição. Nesse look, além do vestido, o lenço da cabeça também é de segunda mão, comprei ele em um brechó chamado Ser.Ser, dentro da edição brechós que o Jardim Secreto realizou.

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As pulseiras (ou braceletss?) são de tiras de Tetrapack, e na foto acima estou com um lenço prata antiiiigo na cintura, que era da minha mãe. Na foto abaixo estou com a cartucheira de uma marca um pouco menos antiga, hehe, chamada Matramba.

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A presilha de triângulo (lindaaa) também comprei na edição brechós do Jardim Secreto, mas a menina desse outro brechó tinha alguns acessórios novos, e foi o caso da presilha. Amo o tema da espiritualidade e fico feliz como os triângulos são formas que estão começando a povoar e fazer sentido em nosso imaginário coletivo. Eles possuem todo um simbolismo de equilíbrio, de nos conectarmos com nossa base, e ao mesmo tempo orientarmos nossas intenções segundo ideais mais elevados, apontados “para cima”. Ele também sintoniza com a forma que adquirimos quando sentamos para meditar. Uma das minhas metas para esse ano.

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Esse meu segundo look exigiu todo um planejamento e amei viver essa experiência. No ano passado eu fui conhecer o Banco de Tecido e comprei um voal laranja + uma peça de tapeçaria, que utilizei na comemoração do meu casamento. Mas além deles, me chamou a atenção um retalho de couro sintético azul água-marinha lindooo que levei pensando em agitar algo, em algum momento.

Cheguei a procurar uma costureira no final do ano para tentar criar um vestido para o casamento da minha prima, mas a pessoa disse que não tinha a máquina adequada e que eu procurasse alguém especialista em couro. Deixei a missão para esse ano, e encontrei a Adenice, que tem seu atelier Costura & Cia ao lado da Praça da República.

Cheguei já com a ideia de transformá-lo em uma fantasia e a Adenice foi super atenciosa, e ficou toda animada com meus desenhos de sugestões para o modelo. Desde o início ela me alertou que era um couro sintético de baixa qualidade e a roupa poderia não durar muito. O resultado foi esse conjuntinho meio vibes sereia futurista, com cropped com uma manguinha só e saia com fenda.

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Quando a saia ficou pronta ela não tinha esse acabamento costurado em cima da fenda, mas quando fui provar ela acabou ficando apertada para sentar, então a Adenice pensou rápido e aumentou a modelagem da peça adicionando esse retalho.

Infelizmente o couro tinha elasticidade até demais, e no final do dia no bloco posso dizer que a saia ficou inutilizável – graças ao tecidinho de forro que tinha embaixo, não fiquei semi-nua com os rasgos que abriram na frente e atrás, rs.

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Essa máscara é uma das duas que comprei em Veneza, a outra é de papel marchê, artesanal, biodegradável, feita por um morador antigo – e essa é de plástico, feita fora da ilha…mas, anyways, comprei pois foi uma situação especial e achei ela linda /// e a cor combinou perfeitamente com o tecido!

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Usei de novo as pulseiras de Tetrapack, e lancei o lenço prateado para a bolsa entrar no clima do look. Fiz um pouco de macramê na alça da bolsa com uma fita de cetim azul – mas não consegui terminar tudo à tempo, hehe. Me joguei assim mesmo! Também tinha a ideia inicial de fazer uma cabeça com tiras de Tetrapack, mas acabei deixando a produção mais básica mesmo, kk.

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Esse ano peguei bem mais leve, fui em apenas dois blocos – pouco em comparação ao ano passado, em que fui em cinco, sendo essa minha média dos outros anos.

O carnaval de rua vive um auge, mas também vem ficando cada vez mais lotado e conturbado, por isso a boa é escolher blocos menos conhecidos que saem em circuitos “alternativos”. Estou amando esse movimento para tornar o carnaval menos impactante: oficinas de troca e customização de fantasias, glitter biodegradável, confettis de folhas de árvore – espero que cada vez mais hajam bloquinhos alternativos do bem e simmm bebidas especiais – porque não kombuchas com um toque a mais de álcool? 🙂

É lindo ver a alegria mágica do carnaval, cantar músicas que nos enchem de orgulho brasileiro, dançar com os amigos e claro, montar fantasias coloridas e divertidas.

                      

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